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Governança de IA: Do uso informal do ChatGPT à IA governada - Um Plano de Adoção em 6 Etapas

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ATS Tecnologia
há 11 minutos
3 min de leitura

Por: Alexandre Fonseca - Diretor Técnico da ATS Tecnologia


Entre proibir a Inteligência Artificial e liberar qualquer ferramenta existe um caminho mais inteligente: adotar a tecnologia com método, segurança e governança.


Governança de IA

Em muitos escritórios de advocacia, a Inteligência Artificial chegou de forma espontânea. Um advogado começou a usar o ChatGPT para resumir documentos. Outro testou uma ferramenta para pesquisar jurisprudência. Em pouco tempo, diferentes áreas passaram a utilizar soluções sem uma avaliação corporativa.


Diante desse cenário, muitas lideranças enfrentam um dilema: proibir o uso de IA, sacrificando produtividade, ou permitir tudo, assumindo riscos desnecessários.

Existe uma terceira opção: a governança.


1. Descubra como a IA já está sendo utilizada


Antes de definir regras, é preciso entender a realidade da organização.

Mapeie:


  • Quais ferramentas estão em uso;

  • Quem as utiliza;

  • Para quais atividades;

  • Quais informações são compartilhadas;

  • Quais benefícios estão sendo obtidos.


Esse diagnóstico ajuda a identificar riscos e, ao mesmo tempo, revela oportunidades de uso que podem ser formalizadas e ampliadas.


2. Classifique dados e casos de uso


Nem toda informação exige o mesmo nível de proteção.

Dados públicos, documentos internos, informações de clientes, dados pessoais e processos sob segredo de justiça precisam seguir regras diferentes.


A classificação deve ser simples e prática, para que os profissionais saibam exatamente:


  • O que pode ser compartilhado;

  • O que deve ser anonimizado;

  • O que precisa permanecer em ambientes controlados.


3. Avalie ferramentas e fornecedores


A qualidade das respostas é apenas um dos critérios de avaliação.

Também é importante analisar:


  • Armazenamento e retenção de dados;

  • Autenticação e controle de acesso;

  • Registros de auditoria;

  • Localização do processamento;

  • Exclusão de informações;

  • Resposta a incidentes;

  • Obrigações contratuais.


Muitas vezes, os recursos de segurança disponíveis em planos corporativos são diferentes das versões gratuitas.


4. Defina responsabilidades e limites


Toda iniciativa de IA precisa ter responsáveis claramente definidos.

A organização deve estabelecer:


  • Quem aprova novos casos de uso;

  • Quem administra acessos;

  • Quem monitora a segurança;

  • Quem responde em caso de incidente.


O mesmo vale para automações e robôs.

A aplicação do princípio do menor privilégio ajuda a garantir que cada usuário ou sistema tenha acesso apenas ao necessário para executar sua função.


5. Capacite as equipes para a governança de IA


Uma política publicada não garante uma utilização segura.

Os treinamentos devem abordar situações reais do dia a dia jurídico, como:


  • Uso de documentos confidenciais;

  • Anonimização de informações;

  • Validação de resultados gerados por IA;

  • Identificação de erros ou alucinações;

  • Comunicação de incidentes.


A participação da liderança é fundamental para consolidar a cultura de uso responsável.


6. Monitore e evolua continuamente


A adoção de IA não termina quando a política é publicada.

É importante acompanhar:


  • A utilização das ferramentas;

  • Novos riscos;

  • Casos de uso aprovados;

  • Ganhos de produtividade;

  • Incidentes e exceções.


Modelos, fornecedores e funcionalidades evoluem rapidamente. A governança precisa acompanhar esse ritmo.


Governança transforma tecnologia em resultado


A Inteligência Artificial gera mais valor quando está integrada à estratégia da organização.

Por isso, políticas, segurança, infraestrutura, identidades digitais e automação precisam funcionar de forma coordenada.


Quando processos exigem execução operacional, a IA pode atuar em conjunto com automações do ATS Robô, mantendo aprovações, regras de negócio, registro das atividades e rastreabilidade das ações realizadas.


Da trilha improvisada à estrada segura


O uso informal de IA é como uma trilha criada espontaneamente por quem busca um caminho mais rápido.

Ela mostra que existe demanda, mas também pode esconder riscos.

Governar a IA não significa fechar esse caminho.

Significa transformá-lo em uma estrada sinalizada, com regras, controles e segurança para que a inovação gere valor sem comprometer a proteção das informações.


Como a ATS Tecnologia pode ajudar


A ATS Tecnologia apoia escritórios de advocacia e departamentos jurídicos na adoção segura da Inteligência Artificial por meio de diagnóstico de maturidade, governança, segurança em nuvem, gestão de identidades, autenticação multifator (MFA), proteção de dados, monitoramento e automação de processos.

O desafio não é decidir se a IA será utilizada. Ela já está presente nas organizações.


O verdadeiro desafio da adoção de IA é garantir que aconteça com controle, segurança e alinhamento aos objetivos do negócio.

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